terça-feira, 26 de janeiro de 2016

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Estabelecendo relações entre o AEE e o texto "O modelos dos modelos"


Em conformidade com a leitura e reflexão do  texto “O modelo dos modelos” de Ítalo Calvino percebe-se que o Senhor Palomar estabelece uma relação entre os modelos fantasiosos para  dar-se aos padrões práticos. No entanto é preciso considerar e valorizar as competências para que os educandos com deficiência aprendam, assim como os demais alunos, por meio de desafios que os levem a participar do ambiente escolar exercitando nesse âmbito suas capacidades e habilidades de forma a interagir com todos ao seu redor.
Desta forma do ponto de vista do AEE para o educando com deficiência, este deve possibilitar a construção e reconstrução de experiências reais vivenciadas, partindo do todo,  a principio pelo contato  com familiares, docentes e o próprio discente para que este não seja visto por suas  necessidades e dificuldades,  uma vez que, ao descobrir as habilidades e potencialidades que este tem,   dar-se início ao estudo para encontrar recursos e  articulá-los ás metodologias propicias que o levem  a aprender e  a desenvolver-se com êxito  em sala de aula  e no seu cotidiano, eliminando então as barreiras que são impostas no processo de escolarização desse educando.
Contudo refletir e estabelecer um aprendizado pedagógico e coerente ao educando com deficiência, é fazer com que as escolas sejam organizadas para envolver cada pessoa em suas potencialidades e habilidades nos mais variados contextos de vida.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

ATIVIDADES PARA CRIANÇAS COM TEA

Caixa de palitos coloridos

A caixa de palitos coloridos é uma ótima estratégia lúdica sendo esta apropriada para desenvolver várias atividades pedagógicas com crianças que apresentam TEA. A faixa etária indicada é de 4 a 6 anos de idade, mas não dispensando as possibilidades de também ser desenvolvida com outras deficiências ou idade. Ela pode ser utilizada na sala de AEE, bem como na sala comum nas aulas de artes, matemática e ainda desenvolve a coordenação motora e percepção visual do educando.


Esta atividade é composta por uma caixa retangular e palitos de picolé coloridos. Na caixa devem ser feitos cortes em posições diferentes para que a criança encaixe os palitos pintados com cores variadas nos espaços certos.

Como intervenções o professor de AEE pode solicitar que a criança visualize atentamente a caixa, manusear os palitos explicando-lhe como deverá realizar. O educando precisa encaixar cada palito de acordo a posição e a cor na caixa. Pode-se também pedir que retire os palitos que estão colocados na mesma posição ou ainda mudar de posição as cores que ele consegue identificar e assim sucessivamente, cabe ao professor utilizar diversas estratégias para que o aluno possa entender e realizar com sucesso o que lhe é proposto com esta atividade.


Dança das Argolas


A Dança das Argolas consiste em um ótimo exercício, onde a criança aprende brincando, e ainda trabalhar a coordenação motora de forma prazerosa e dinâmica apropriada para educandos com TEA, onde são estimuladas a desenvolverem várias habilidades dentre elas a linguagem e a interação social da criança com deficiência. A faixa etária indicada é de 4 a 10 anos de idade, mas não escusando as possibilidades de serem ampliadas a outras deficiências ou idade. Este exercício pode ser utilizado na sala de AEE, bem como na sala comum, na aula de teatro e recreação, se bem trabalhada coletivamente será relevante para o educando com TEA.



Para a realização da dança das argolas é necessário várias argolas ou bambolês coloridos, aparelho de som com músicas rítmicas para o balancear do corpo das crianças no decorrer da mesma.
Do ponto de vista do AEE podem ser feitas várias intervenções com esta atividade, onde o professor pode solicitar que em dupla as crianças coloque o objeto dentro do braço do colega ou no corpo e ainda escolher no montante á parte as cores querem pegar para jogar e então se faz a intervenção de qual foi à cor que ele pegou? Quantas argolas de acordo com as cores ele conseguiu? Quantas cores iguais ele tem? Quais são as cores diferentes de outra dupla? etc. Ainda com este exercício pode-se trabalhar os membros do corpo, onde a criança deverá colocar a argola ou bambolê no membro indicado pelo professor, instigar a linguagem com as intervenções, ou seja inúmeras possibilidades de exercícios podem ser explorados com a dança das argolas.
Ao olhar do profissional da sala de AEE esta atividade pode ser executada de diferentes maneiras, isso com o foco nas habilidades que a criança pode desenvolver dentro de suas possibilidades e potencialidades motoras.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O QUE DIFERENCIA A SURDOCEGUEIRA E DMU

A Surdocegueira é uma deficiência atinente ás pessoas cegas que se tornaram surdas ou surdas que ficaram cegas, bem como igualmente aos indivíduos que já nasceram ou adquiriram a Surdocegueira precocemente, ou seja, aqueles que não tiveram a oportunidade de desenvolver-se nos aspectos linguísticos e cognitivos, e ainda apresentam dificuldades em habilidades de base conceitual sobre a qual possam construir uma compreensão de mundo.
A deficiência múltipla é a agregação de outras deficiências a mesma pessoa revelando associações a diversas carências que afetam o funcionamento individual e o relacionamento social.

 O corpo do ser humano com múltipla deficiência é a ferramenta fundamental para o seu desenvolvimento, pois é a partir e por meio dele que o sujeito desvenda o mundo e a si próprio. A esse respeito para estas pessoas é benéfico o alargamento do desenho corpóreo da pessoa com Surdocegueira ou com deficiência múltipla para que esta possa se auto perceber e entender o mundo que a cerca para sentir-se verdadeiramente humana.


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sexta-feira, 21 de março de 2014

Educação Escolar das Pessoas com Surdez


As discussões a cerca da inclusão escolar de pessoas com surdez na sociedade não é recente, esta acompanha as diferentes transformações sociais no âmbito educacional, esforçando-se para obter o acesso universal á educação e equidade, embora persistam terríveis desigualdades educacionais, o que significa que o ambiente educativo ainda não se encontra capaz em muitos casos de romper com os obstáculos impostos para uma inclusão eficaz.
Um dos principais desafios da inclusão escolar é a luta por inovações das práticas pedagógicas das classes comuns e do atendimento especial no AEE, que é direcionado aos alunos com surdez na escola inclusiva, visto que é uma ação que vem sendo arquitetada e renovada todo dia, a partir das técnicas vivenciadas entre estudantes e professores. No entanto, na busca da universalização da educação para alunos com surdez, se faz necessário que discentes, pais, docentes e governantes acreditem que juntos podem encontrar saídas sociológicas e pedagógicas para esse enorme desafio.
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) vem ao encontro do propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais e institucionais para promover a participação e aprendizagem dos alunos com surdez na escola comum. Muitos desafios precisam ser enfrentados e as propostas educacionais revistas, conduzindo a uma tomada de posição que resulte em novas práticas de ensino e aprendizagem consistentes e produtivas para a educação de pessoas com surdez, nas escolas públicas e particulares.
A inserção educativa de pessoas com surdez no recinto das instituições escolares é um direito que lhes são garantidos por Lei, para que possam desenvolver-se plenamente como pessoa, mas para que isto aconteça se faz necessário garantir o empate de oportunidades adaptando o que seja necessário, reinventando as formas de conceber a escola e seus aprendizados pedagógicos, rompendo com as barreiras cominadas pelo ambiente educacional e social.

Respaldados pelos novos paradigmas inclusivos, as pessoas com surdez têm conquistado atualmente direitos fundamentais que promovem a sua inclusão social. O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais – Libras, em abril de 2002, e sua recente regulamentação, conforme o decreto nª 5.626, de 22 de dezembro de 2005, legitimam a atuação e a formação profissional de tradutores e intérpretes de Libras e Língua Portuguesa. Garante ainda a obrigatoriedade do ensino de Libras na educação básica e no ensino superior - cursos de licenciatura e de Fonoaudiologia e regulamenta a formação de professores da Libras, o que abre um amplo espaço, nunca antes alcançado, para a discussão sobre a educação das pessoas com surdez, suas formas de ocorrência e socialização.
Atualmente, mesmo mediante os estudos e discussões sobre as pessoas com surdez em nossa sociedade, ainda persistem formas errôneas nas práticas pedagógicas em muitas instituições de ensino, bem como a maneira de alguns cidadãos ao se referirem a estas pessoas, as quais são em muitos casos excluídas ao meio em que vivem, sem poderem ter livre arbítrio de expressão com a sua língua. No entanto, sabemos que elas têm apenas uma deficiência e precisam ser respeitadas em suas diferenças, necessidades, potencialidades e habilidades comunicativas, para que também possam se sentir indivíduos realmente capazes de aquisição e produção de conhecimentos, não apenas pelos artifícios visuais e gestuais, assim como através da leitura e escrita, e ainda do próprio discurso caso desejem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DAMÁSIO, M. F. M.; FERREIRA, J. de P., Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento educacional especializado em construçãoRevista Inclusão: Revista da Educação Especial. Brasília-DF, v.5, n.1, p.46-57, 2010.

DAMÁSIO, Mirlene F. M., Atendimento Educacional Especializado Pessoa com Surdez. SEESP/SEED/MEC, Brasília-DF, 2007.

______, Educação Escolar Inclusiva para Pessoas com Surdez na Escola Comum – questões polêmicas e avanços contemporâneos. Ensaios Pedagógicos construindo escolas inclusivas. 1º ed. MEC/SEESP, Brasília-DF, 2005.

ALVEZ, C. B.; FERREIRA, J. DE P; DAMÁSIO, M. M., Abordagem bilíngue na escolarização de pessoa com surdez. Coleção Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. MEC/SEESP/UFC, Brasília-DF, 2010






domingo, 24 de novembro de 2013

DESCRIÇÃO E AUDIODESCRIÇÃO


A Charge de Ricardo Ferraz mostra duas pessoas com Deficiência Visual no cinema, assistindo a um filme com Audiodescrição. Dentro de balõezinhos, o comentário do rapaz: Nossa que lugar lindo!!! E a moça é mesmo! O audiodescritor, com fones de ouvido, está dentro de uma cabine envidraçada com o roteiro na mão e na frente do microfone. Sobre sua cabeça um balãozinho com letrinhas. Do microfone saem ondas sonoras que chegam até os cegos como um olho.

audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica.

acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluídas, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade.
A audiodescrição consiste é uma atividade de grande relevância Pedagógica para alunos com deficiência visual, pois na falta da visão os recursos auditivos os ajudam de forma verbal, abrindo-lhes possibilidades de serem agentes participantes de diversos momentos, despertando nos mesmos o interesse e a vontade de aprender para então, sentir-se verdadeiramente inseridos no meio social.



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

AEE- ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

 TAPETE DE LETRAS


                                                   


Descrição de Uso do  Material
O material é composto pelas vinte e seis letras do alfabeto com emborrachado, cores variadas em formato grande e fácil de ser manuseado pelo aluno com Deficiência Intelectual. É utilizado para o desenvolvimento de inúmeros jogos e atividades como quebra-cabeça, tapete de leitura e relaxamento, amarelinha das letras etc.
Como este poderá ser usado pelo professor na sala de AEE
Este jogo/Atividade, sendo utilizado como quebra-cabeça, deve-se separar as letras das placas e espalhá-las. Em seguida o professor  solicita que o aluno DI, encontre no montante das letras as que ele visualizou no dado de letras, que será jogado pelo próprio aluno, ao visualizá-las atentamente  ele irá para o próximo passo que é o de encontrar a letra entre as demais, e também a placa que a mesma deverá ser encaixada por ele, e assim sucessivamente até que encaixe todo o alfabeto. Após encaixá-las, o professor solicita que o aluno encaixe o quebra-cabeça na sequência do alfabeto, que ao terminar, este formará um tapete bem colorido que poderão ser trabalhadas várias atividades pedagógicas e jogos educativos.
Com o tapete formado o professor poderá:
·         Brincar com o aluno de amarelinha para trabalhar a motricidade;
·         Jogar o dado sobre o tapete e na(s) letra(s) que este cair o professor poderá solicitar que o aluno passe o dedo na(s) letra(s), caminhe sobre elas e muitas outras com isso o aluno DI desenvolverá a atenção, concentração, coordenação motora e viso motora, percepção tátil, auditiva e visual;
·         Pode-se trabalhar o nome das cores, formas e tamanhos das letras;
·         Leitura e escrita da letra inicial do nome dentre outras;
Enfim, com este material, acredito que podem ser propostas diversas atividades pedagógicas, jogos e brincadeiras educativas, relevantes para o aluno DI. Vale ressaltar que, cabe ao professor ser criativo e desenvolver de acordo as necessidades do aluno DI, no âmbito da sala de AEE, bem como na sala de aula regular em grupos que também são relevantes para a aprendizagem de alunos que tem dificuldade de interação, concentração e atenção em vários aspectos do desenvolvimento intelectual.